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domingo, 24 de junho de 2012

97 pessoas, a maioria civis, morreram na Síria neste sábado, diz ONG


Segundo observatório, 10 soldados que tentaram desertar estão feridos. Avião da Turquia é abatido ao invadir Síria; governos buscam tripulantes.


O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) divulgou que 97 pessoas, a maioria civis, morreram neste sábado (24) devido à violência na Síria. Segundo a organização, as tropas do regime aumentaram a repressão aos rebeldes.
Entre os mortos há 65 civis, vítimas de bombardeios nos redutos rebeldes e operações das forças de segurança do regime em várias cidades, assinalou o OSDH.
Entre os feridos há 10 soldados que tentaram desertar na província de Damasco, segundo o observatório.
A nova onda de repressão do governo sírio ocorre após o presidente Bashar al Assad formar um novo governo, trocando a maioria dos ministros. Foram mantidos, porém, os titulares das pastas do Interior, da Defesa e das Relações Exteriores, informou a TV estatal.
A permanência de Daoud Rajha na Defesa serviria para acabar com rumores, já negados pelo governo, de que ele teria sido morto pelos rebeldes que, desde março de 2011, lutam contra o contestado regime.
O ex-ministro da Agricultura Riad Hihab vai dirigir o novo governo, formado mais de um mês e meio após as legislativas boicotadas pela oposição e questionadas pela comunidade internacional.

O anúncio ocorre um dia depois que dezenas de milhares de pessoas protestaram contra o presidente Assad.

Na sexta-feira (23), 96 pessoas morreram na Síria pela violência, entre elas 26 partidários do regime em uma emboscada na província de Aleppo (norte). A violência continuava neste sábado, segundo relatos da oposição.

Avião da Turquia abatido
A Turquia minimizou neste sábado a perda de um avião de guerra para as forças de defesa sírias. Ancara, um membro da Otan, indicou que um de seus jatos pode ter violando o espaço aéreo sírio, depois que Damasco confirmou ter abatido um F-4 Phantom. O comentário foi visto como uma tentativa de esfriar o desentendimento entre os ex-aliados.
O presidente turco, Abdullah Gul, disse que não é incomum aviões de guerra que voam em alta velocidade cruzarem fronteiras marítimas, assinalando que isto não acontece de forma intencional. As forças navais dos dois países buscam os dois tripulantes desaparecidos.
A relação entre Turquia e Síria já havia sido estremecida pela condenação de Erdogan à reação sangrenta do governo de Assad, que, segundo ativistas dos direitos humanos, já matou mais de 15 mil pessoas desde março do ano passado.
O jornal britânico "Guardian" publicou neste sábado que a Arábia Saudita irá pagar os salários do grupo rebelde Exército Livre da Síria, para incentivar deserções em massa entre as forças de Assad.
O ataque ao F-4 é o incidente mais sério entre os dois países desde então, mas o vice-premier turco, Bulent Arinc, minimizou a tensão. "Devemos manter a calma. Sim, concordamos que este é um tema crítico, mas não temos informações claras", disse à agência de notícias Anatolia, assinalando que o resultado da investigação será divulgado "o mais cedo possível".
A Turquia já recebeu mais de 30 mil refugiados do conflito sírio, segundo sua chancelaria, e também abriga desertores daquele Exército, entre eles 12 generais.

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