Polícia descarta hipótese de criança ter aberto portão de acesso à piscina. Estado de saúde dos bebês é grave, diz diretor de hospital, em Goiânia.
O portão de acesso à piscina do berçário onde duas crianças se afogaram pouco antes das 8h da manhã desta segunda-feira (2) estava aberto. É o que constatou a delegada Renata Vieira, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), ao visitar a instituição, localizada no Setor Serrinha, em Goiânia. Ela conta que a informação foi dada por uma das monitoras, que disse não saber quem havia deixado o portão aberto. Segundo a delegada, o portão tem uma fechadura na parte superior da grade e não há como uma criança abri-lo em hipótese alguma. “Foi um adulto que abriu esse portão e esqueceu aberto”, afirmou.
“Precisamos apurar primeiro qual foi o crime que aconteceu, se realmente vai ser uma lesão corporal culposa. Caso isso se confirme, precisamos da autorização dos pais para continuar as investigações. A responsabilidade poderá recair sobre a pessoa que deixou o portão aberto, se ficar provado quem o fez, ou em todos os que estavam no local do acidente (monitores e pessoal da limpeza) e proprietários da creche”, pontuou Renata.
“Precisamos apurar primeiro qual foi o crime que aconteceu, se realmente vai ser uma lesão corporal culposa. Caso isso se confirme, precisamos da autorização dos pais para continuar as investigações. A responsabilidade poderá recair sobre a pessoa que deixou o portão aberto, se ficar provado quem o fez, ou em todos os que estavam no local do acidente (monitores e pessoal da limpeza) e proprietários da creche”, pontuou Renata.
De acordo com os relatos das testemunhas, a primeira criança entrou sozinha na piscina e se afogou. Enquanto era prestado socorro a ela, o portão continuou aberto e a segunda criança também se acidentou. Os responsáveis pelo berçário afirmam que havia três funcionários trabalhando na hora do acidente, mas não informaram o número de crianças que já havia chegado.
“É uma fatalidade que até agora nós não conseguimos apurar como teria começado”, diz o filho da dona do berçário, Daniel Caixeta. Ele contou que as crianças foram retiradas da água por uma das funcionárias. “Elas [as funcionárias] já são orientadas para prestar os primeiros socorros”, disse.
A direção do Hospital Materno Infantil divulgou no final da manhã um boletim médico sobre o estado de saúde das crianças. No documento consta os dois bebês estão entubados e correm risco de morte. O menino de 2 anos foi transferido para o Instituto Goiano de Pediatria (Igope) e a menina para o Hospital da Criança. Segundo informações dos hospitais, até a tarde desta segunda, o estado dos dois continuava gravíssimo.
Omissão
O pai de uma das crianças que se afogou na piscina de um berçário na manhã desta segunda-feira, está revoltado com a tragédia e diz que a escola deve ser responsabilizada. Rodrigo Faleiros é pai do menino de 2 anos e dois meses, o segundo bebê a cair dentro da piscina. “A gente fica revoltado porque há uma total omissão. Sem sombra de dúvida o berçário não desenvolveu de forma correta a função da vigilância e a assistencial”, afirmou.
A mãe do menino, Lívia Faleiros, falou sobre a situação do filho: “Ele está na UTI [Unidade de Terapia Intensiva], está entubado, ficou mais de 15 minutos desacordado. O Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] o reanimou. Só Deus...”.
Os pais da menina de um ano, que caiu primeiro na piscina, estavam desesperados no Hospital Materno Infantil, enquanto aguardavam por notícias da filha. A mãe chorava e rezava muito. O pai, um sargento do Corpo de Bombeiros, ainda estava assustado com a notícia.
Emoção
Até mesmo o socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Marco Antônio, que atendeu a ocorrência, se emocionou depois de concluir a tarefa. Ele contou que quando chegou à escola as duas crianças estavam em parada cardiorrespiratória. “Eu consegui tirar o líquido do pulmão de uma delas e a criança voltou a respirar, nós trouxemos a unidade básica para levá-la ao hospital”, comentou emocionado. O segundo bebê, o menino de 2 anos, precisou de mais tempo para ser reanimado e já passou a respirar com a ajuda de aparelhos ainda na viatura do Samu.
O pai de um aluno da escola contou que ajudou a socorrer um dos coleguinhas do filho. “Ele não estava se mexendo... Vai ficar tudo bem, se Deus quiser”, disse chorando.
“É uma fatalidade que até agora nós não conseguimos apurar como teria começado”, diz o filho da dona do berçário, Daniel Caixeta. Ele contou que as crianças foram retiradas da água por uma das funcionárias. “Elas [as funcionárias] já são orientadas para prestar os primeiros socorros”, disse.
A direção do Hospital Materno Infantil divulgou no final da manhã um boletim médico sobre o estado de saúde das crianças. No documento consta os dois bebês estão entubados e correm risco de morte. O menino de 2 anos foi transferido para o Instituto Goiano de Pediatria (Igope) e a menina para o Hospital da Criança. Segundo informações dos hospitais, até a tarde desta segunda, o estado dos dois continuava gravíssimo.
Omissão
O pai de uma das crianças que se afogou na piscina de um berçário na manhã desta segunda-feira, está revoltado com a tragédia e diz que a escola deve ser responsabilizada. Rodrigo Faleiros é pai do menino de 2 anos e dois meses, o segundo bebê a cair dentro da piscina. “A gente fica revoltado porque há uma total omissão. Sem sombra de dúvida o berçário não desenvolveu de forma correta a função da vigilância e a assistencial”, afirmou.
A mãe do menino, Lívia Faleiros, falou sobre a situação do filho: “Ele está na UTI [Unidade de Terapia Intensiva], está entubado, ficou mais de 15 minutos desacordado. O Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] o reanimou. Só Deus...”.
Os pais da menina de um ano, que caiu primeiro na piscina, estavam desesperados no Hospital Materno Infantil, enquanto aguardavam por notícias da filha. A mãe chorava e rezava muito. O pai, um sargento do Corpo de Bombeiros, ainda estava assustado com a notícia.
Emoção
Até mesmo o socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Marco Antônio, que atendeu a ocorrência, se emocionou depois de concluir a tarefa. Ele contou que quando chegou à escola as duas crianças estavam em parada cardiorrespiratória. “Eu consegui tirar o líquido do pulmão de uma delas e a criança voltou a respirar, nós trouxemos a unidade básica para levá-la ao hospital”, comentou emocionado. O segundo bebê, o menino de 2 anos, precisou de mais tempo para ser reanimado e já passou a respirar com a ajuda de aparelhos ainda na viatura do Samu.
O pai de um aluno da escola contou que ajudou a socorrer um dos coleguinhas do filho. “Ele não estava se mexendo... Vai ficar tudo bem, se Deus quiser”, disse chorando.




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