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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Exigente desde os 11 anos, Cielo diz estar longe de seus limites na piscina


Homem a ser batido nas provas de velocidade, brasileiro chega a Londres mais forte mentalmente e confiante de que pode ser ainda mais rápido


Cesar Cielo limites natação (Foto: Getty Images)Até onde? Cielo prevê 'grandes mudanças' nos tempos da
natação, com provas mais disputadas.
Uma desclassificação desencadeou três dias de choro. Foi demais para o coração daquele menino de 11 anos tocar a borda da piscina na frente e ver a medalha parar no peito de outro. E por um erro seu. Duas temporadas depois, já não tinha vontade de continuar. Não aguentava mais treinar. Aos olhos dele, parecia não ser feito da mesma fibra dos adversários, que ganhavam tudo o que teimavam nadar. Foi a primeira sensação de limite imposta a Cesar Cielo por Cesar Cielo. O problema não era o corpo, mas a cabeça. Convencido pela família, deu-se nova chance. Quando menos esperava, estava treinando ao lado de Gustavo Borges. Quando se deu conta, estava morando nos Estados Unidos e deixando de ser o "caipira magrinho do Brasil" para virar um dos grandes nomes da história do NCAA. Não demorou para ser campeão olímpico, campeão e recordista mundial, homem a ser batido nas provas de velocidade. Tudo isso num fôlego só, como numa prova de 50m livre.
Até que foi preciso pegar ar. Ao saber que tinha testado positivo para o uso de furosemida, um mês antes do Mundial de Xangai, fez a respiração mudar. Julgado pela Corte Arbitral do Esporte, recebeu uma advertência e foi liberado para competir. Respirou fundo, fechou os ouvidos e mergulhou, disposto a mostrar que aquilo não seria um limitador para ele. As duas medalhas de ouro (nos 50m livre e nos 50m borboleta) foram a resposta que precisava.
- Antigamente eu achava que cada corpo tinha um limite. Acho que vai chegar uma hora que deve ter, sim. Hoje acho que o limite é de cada um e não geral. Aparece alguém geneticamente melhor ou algum Michael Phelps ou Mark Spitz, que mudam parâmetros. Hoje, com profissionalismo e recursos que não existiam, vemos vários mudando esses parâmetros. Na década de 90, Matt Biondi fazia 48s4 sem tantos recursos na piscina, de sunga mesmo, e esse ainda é um tempo competitivo. A época dos supermaiôs deu uma mexida na cabeça e abriu uma porta nova. Tudo está caminhando para grandes mudanças nos tempos, com provas muito disputadas. O primeiro meio que faz os outros acreditarem. Eu via um tempo forte, achava importante fazer e chegava na competição e fazia. É uma questão de acreditar que vai dar certo, de que nada mais está muito distante - disse Cielo.

Info Tempos Cielo (Foto: infoesporte)


Nem sempre foi assim. A força mental que o diferencia dos rivais foi adquirada no último ciclo. Lá no comecinho da carreira, sofria ao ver Lucas Salatta e Igor Nishi vencerem tudo. Nunca esqueceu o nome dos dois. Por muito tempo, era para eles que os olhos de Cesar estavam voltados.
- Eu nadava costas ali ainda com 13 anos. E eles dois ganhavam tudo (risos) e eu me comparava com os meninos da minha idade. Os 50m livre na verdade eu comecei a nadar mesmo com 14 anos, no fim de 2001. Com 16, bati o recorde do Chico Piscina, que sobreviveu. Pessoalmente é bacana ver que ele dura. Mostra que é forte. Mas tem o lado negativo, de mostrar que a geração que está subindo está um passo atrás da atual. Mas acho que faz parte do processo recordes serem batidos.


Só que para poucos isso vira rotina. Cielo faz parte deste grupo. Pulverizou marcas de Gustavo Borges e Fernando Scherer, seus ídolos. Ainda era pouco. Faltava ser o melhor, dominante como foi Aleksandr Popov nos 50m e 100m livre. Faltava ver aquele WR (recorde mundial) ao lado de seu nome. A obsessão pela perfeição e a disciplina o levaram a isso. E é difícil para ele aguentar a pressão quando as coisas não saem do jeito que imaginava. Nessas horas, prefere se isolar porque costuma ficar muito, muito bravo. É o limite de espaço de Cielo. A família já se acostumou. Aliás, desde pequeno impôs poucas regras a ele. Bom filho, bom aluno, bom atleta. Não era preciso muito. No esporte, quem ditou as regras foi ele mesmo, com pouca intervenção dos pais.
- Quando pensei em parar de nadar, eles é que seguraram e pediram para eu continuar. Mas não forçavam a barra se eu não quisesse treinar. Eu é que sempre decidi mesmo e eles seguiram me apoiando. Eu estava cansado dos treinos, de saco cheio e não estava nadando bem. Também 400m eu já não tinha mais como nadar bem (risos). Mas eu fui campeão paulista e brasileiro e achei que nadava essa prova. Aí mudei para 50m e 100m.
A mudança só é encarada como problema quando atinge a sua rotina. É aí que mora o limite fora da piscina. Normal, para um metódico confesso para tudo, desde horários até a alimentação.
- Poucas coisas me tiram do sério de verdade. Sou meio extremo em tudo. Vou do zero ao 100 muito rapidamente. Fico p. da vida mesmo com besteira. Quando não acho uma coisa que deixei num lugar e não acho. Quando o trânsito interfere no meu horário de treino e fico pensando como fazer para sair daquela situação. Fico irritado com tudo que atrapalha a minha rotina de atleta. Isso me incomoda bastante. A minha vida é em torno da rotina e não o contrário. Mas eu gosto de vida regrada, me sinto bem com tudo dividido durante o dia. Mantém a minha cabeça ocupada.
Cesar Cielo limites natação (Foto: AFP)Cielo: 'Vai chegar uma hora que não vai dar para baixar mais o tempo. Mas estou longe disso' (Foto: AFP)
Nos Jogos de Londres, ela estará programada com um tempo que só ele e o técnico Alberto Silva conhecem. Estará abastecida com imagens de uma prova perfeita, do alto do pódio. É lá que Cielo se vê mais uma vez nos 50m livre. Também cobiça a sua segunda medalha nos 100m. Em Pequim, há quatro anos, abriu sua participação com uma medalha de bronze. Há quem queira tomar seu trono, como já deixou claro o australiano James Magnussen. Ele dá de ombros. Prefere manter a concentração e desafiar o cronômetro mais uma vez. Quer ser o dono do melhor tempo do mundo após a era dos trajes tecnológicos. Por enquanto, ele está em poder de Fred Bousquet, o amigo e rival que está fora das Olimpíadas. Por enquanto.
- Acho que vai chegar uma hora que não vai dar para baixar mais o tempo. Porque me dedico intensamente e acho que uma hora o corpo não produzirá velocidade e talvez tenha que batalhar muito para ganhar um centésimo. Mas estou tranquilo porque sei que estou longe disso (do limite) ainda. Fiz 21s38 no Troféu Maria Lenk e vi que ainda dá para melhorar bastante. É bom ter essa sensação.
Se dentro d'água ainda não há amarras, do lado de fora Cielo tem um dos poucos limites que reconhece: o ciúme das medalhas olímpicas. Em Pequim, além dele apenas Brett Hawke, seu treinador na época, podia carregá-la. As duas permaneceram dentro de uma meia, na tentativa de evitar arranhões. Meses depois, um telefonema e um pedido inusitado: um palestrante queria alugar as medalhas para mostrá-las num evento. Sem chances. Elas permaneceram no banco, muito bem guardadas, para alívio do dono. Cielo espera que em breve ganhem companhia.






sábado, 7 de julho de 2012

Com chuva, atraso e ola nos boxes, Alonso crava a pole em Silverstone


Após uma hora e meia de interrupção por causa do mau tempo, espanhol quebra jejum da Ferrari, que já durava 31 corridas. Massa larga em quinto



Nos alto-falantes da RBR, o pop de Rihanna animava os mecânicos. Funcionários de outras equipes promoviam olas inusitadas nos boxes e faziam a alegria da torcida que lotava as arquibancadas. Pilotos acenavam para os fãs, e até o sisudo Ross Brawn, chefão da Mercedes, entrou na onda do bom humor. Com uma interrupção de uma hora e meia por causa do mau tempo, foi esse o clima no treino classificatório para o GP da Inglaterra. A chuva forte que castigou Silverstone neste sábado suspendeu as atividades no meio do Q2 e deixou todos em compasso de espera. Na volta, o tempo abriu para Fernando Alonso. Líder do campeonato, o espanhol da Ferrari cravou 1m51s746 e quebrou um jejum de 31 provas sem pole position para a Ferrari.
Ao lado do bicampeão mundial na primeira fila deste domingo estará Mark Webber, da RBR, e logo atrás virão a Mercedes de Michael Schumacher, em terceiro, e a RBR de Sebastian Vettel, em quarto. Companheiro de Alonso, o brasileiro Felipe Massa chegou a disputar a pole no início do Q3, mas acabou ficando com o quinto lugar no grid - ainda assim, sua melhor posição nesta temporada. Bruno Senna, eliminado no Q2, vai largar com sua Williams em 14º.
Alonso treino GP de Silvestone (Foto: EFE)Sob chuva, Alonso deixou os rivais para trás e conquistou a pole position em Silverstone 
Foi a 21ª pole position da carreira de Alonso e a primeira da Ferrari desde o GP de Cingapura na temporada 2010. O espanhol lidera o campeonato com 111 pontos e até agora é o único piloto que conseguiu vencer duas vezes no ano. No domingo, ele tentará a terceira vitória para ampliar a vantagem. A transmissão do GP da Inglaterra começa às 8h40m, ao vivo na TV Globo. O GLOBOESPORTE.COM acompanha tudo em Tempo Real.
Header_Q1 (Foto: Infoesporte)
Button dá azar e fica fora
Vettel passeou na primeira parte do treino e avançou com o melhor tempo (1m46s279), seguido por Nico Hulkenberg (1m46s334) e Pastor Maldonado (1m46s449). Os brasileiros passaram sem sustos. Bruno cravou 1m47s105, nona melhor marca, e Massa foi o 13º com 1m47s401. Quem se deu mal foi Jenson Button, que tentava fazer sua volta rápida no último minuto do Q1 e levou uma rasteira do azar. A Marussia de Timo Glock rodou e ficou atravessada na reta. Com a bandeira amarela, Button foi obrigado a tirar o pé do acelerador e, prejudicado, ficou fora do Q2, com o tempo de 1m48s044 (veja no vídeo). Dentro de casa, o inglês vai largar na 18ª colocação, seguido por Vitaly Petrov, Heikki Kovalainen, Timo Glock, Pedro De la Rosa, Narain Karthikeyan e Charles Pic.Header_Q2 (Foto: Infoesporte)
Chuva aperta e interrompe o treino
No início do Q2, a chuva passou a castigar o circuito de Silverstone. Todo mundo foi para a pista com pneus extremos, menos a Ferrari, que errou o cálculo e foi obrigada a fazer a troca em seguida. Os tempos pularam para a casa de dois minutos, e os carros tinham dificuldade para evitar os escorregões – Michael Schumacher rodou duas vezes, Alonso e Massa também escaparam.
A 6m19s do fim do Q2, a bandeira vermelha interrompeu o treino por falta de condições na pista encharcada. Naquele momento, Perez tinha o melhor tempo com 1m59s092, e estavam fora da superpole nomes como Alonso, Maldonado, Schumi, Massa e Bruno.
O tempo foi abrindo timidamente e, na falta do que fazer, os funcionários das equipes apelaram para o bom humor. Chegaram a fazer ola nos boxes, às gargalhadas, e o gesto foi respondido pela torcida na arquibancada. Após uma hora de paralisação, a chuva voltou a apertar. E a torcida passou a gritar os nomes de pilotos e diretores de equipe, que entravam na brincadeira e acenavam dos boxes.
Fórmula 1 GP de Silverstone Inglaterra ola nos boxes RBR (Foto: Reuters)Mecânicos da RBR capricham na ola: descontração durante a pausa por causa da chuva )
Às 11h07m (de Brasília), após uma hora e meia de paralisação, a pista foi liberada para o reinício do Q2. Àquela altura, um mormaço já substituía a chuva, mas o desafio dos pilotos era melhorar os tempos na pista ainda molhada.
Com os 17 carros em ação e as condições bem melhores do que na hora da interrupção, os tempos caíram em mais de um segundo, e a disputa por vaga no Q3 ficou imprevisível. O melhor tempo foi passando de mão em mão: Grosjean, Schumacher, Webber e finalmente Hamilton, que estava fora da zona de classificação, mas cravou sua volta rápida e pulou para o topo já com o cronômetro zerado.
O azar de Button no Q1 quase se repetiu com Alonso. Precisando de uma volta rápida para avançar à superpole, o espanhol teve de tirar o pé por causa de uma bandeira amarela após rodada de Grosjean. Mas conseguiu acelerar o suficiente para fazer 1m56s921 e passar em nono. Vettel veio logo atrás, raspando em décimo. A dupla foi ao Q3 na companhia de Hamilton, Hulkenberg, Schumi, Webber, Grosjean, Massa, Raikkonen e Maldonado. Bruno Senna, também prejudicado pela bandeira amarela, não conseguiu avançar e ficou com o 15º tempo, mas vai largar em 14º por causa de uma punição dada a Kamui Kobayashi, que perde cinco posições por causa de um acidente no GP da Europa.
A decepção ficou por conta de Nico Rosberg, que viu a vaga escapar, e Sergio Perez, que era o líder antes da paralisação e caiu para a última posição do Q2, em 17º.
Header_Q3 (Foto: Infoesporte)
Espanhol brilha e crava a pole
Massa logo cravou o melhor tempo no início do Q3, com 1m55s617, mas a alegria durou pouco. A pista foi melhorando, e o brasileiro foi superado por Schumacher e Alonso ainda no início do Q3. Na segunda volta, Felipe ainda retornou ao topo, com 1m53s549, mas em seguida Alonso colocou mais de um segundo de vantagem para assumir a ponta do treino. Ainda perdeu a posição para Webber, mas recuperou com o cronômetro zerado: 1m51s746, tempo que quebra o jejum de 31 provas sem pole para a Ferrari.
A chuva voltou a cair forte ao fim do treino, e Webber garantiu a segunda posição na largada. Schumacher será o terceiro do grid, ao lado de Vettel. Massa ficou com a quinta posição na largada, seguido por Raikkonen, Maldonado, Hamilton, Hulkenberg e Grosjean. Uma troca ilegal no câmbio, no entanto, fez Hulkenberg perder cinco posições, caindo de nono para 14º.
Confira o grid de largada do GP da Inglaterra:
1 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m51s746
2 - Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – 1m51s793 + 0s047
3 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m52s020 + 0s274
4 - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) – 1m52s199 + 0s453
5 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m53s065 + 1s319
6 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – 1m53s290 + 1s544
7 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – 1m53s539 + 1s793
8 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m53s543 + 1s797
9 - Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – sem tempo
Eliminados no Q2
10 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m57s009 + 2s112
11 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m57s108 + 2s211
12 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) – 1m57s132 + 2s235
13 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – 1m54s382 + 2s636 *
14 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – 1m57s426 + 2s529
15 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m57s071 + 2s174 *
16 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – 1m57s895 + 2s998
Eliminados no Q1
17 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m48s044 + 1s765
18 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – 1m49s027 + 2s748
19 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – 1m49s477 + 3s198
20 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – 1m51s618 + 5s339
21 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – 1m52s742 + 6s463
22 - Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – 1m53s040 + 6s761
23 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – 1m54s143 + 7s864
24 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) – 1m57s719 + 2s822 *
* Hulkenberg avançou ao Q3 e fez o nono melhor tempo, mas foi punido com a perda de cinco posições devido a uma mudança ilegal no câmbio.
* Kobayashi foi o 12º, mas recebeu punição de perda de cinco posições por causa de um acidente no GP da Europa.
* Vergne foi o 16º, mas recebeu punição de perda de dez posições por causa de um acidente no GP da Europa.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

David Coulthard guia RBR para 45 mil pessoas nas ruas do Azerbaijão


Escocês volta a sentir gostinho de um F-1 em exibição em Baku e se emociona com recepção calorosa: 'Vi uma criança gritando meu nome. Fez meu dia'


David Coulthard guia RBR para 45 mil pessoas nas ruas do Azerbaijão (Foto: Divulgação)Coulthard acena para público no Azerbaijão
(Foto: Divulgação)
Ex-piloto da RBR, David Coulthard sentiu novamente o gostinho de um Fórmula 1 neste fim de semana. O escocês guiou o modelo RB7, campeão de 2011, em Baku, Azerbaijão. O evento exibição da equipe austríaca, realizado neste domingo, reuniu cerca de 45 mil pessoas. Coulthard passou por diveros pontos turísticos da cidade mais populosa do país.
- Foi ótimo andar com o carro nas principais ruas de Baku. Não sabia o que esperar quando fui para o Azerbaijão e fiquei surpreso com a recepção calorosa. Durante minha última passagem, vi uma criança gritando meu nome. Aquele momento fez meu dia - contou o piloto que se aposentou da F-1 em 2008.
Embaixador da RBR, o escocês correu na F-1 por 15 anos. Ao todo, foram 246 corridas, 13 vtórias, 12 poles e 62 pódios e um vice-campeonato, em 2001, pela McLaren. Além destas duas equipes, Coulthard defendeu a Williams. Nos últimos anos, o piloto tem disputado algumas provas do Campeonato Alemão de Turismo (DTM).

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Polícia prende manifestantes perto de festa de lançamento do GP do Canadá


Cerca de 300 pessoas são barradas durante protesto e algumas são detidas pela polícia de choque de Montreal nesta quinta-feira


A promessa de tensão para o fim de semana do GP do Canadá foi cumprida. Cerca de 300 manifestantes foram cercadas pela polícia de choque de Montreal perto do local onde ocorria o coquetel de lançamento da corrida. Algumas pessoas foram detidas, e os participantes do protesto foram liberados após aproximadamente uma hora.
Protestos, Canadá, F1 (Foto: Agência Reuters)Manifestação teve bandeira quadriculada e camisa "Queime, Bernie, queime" (Foto: Agência Reuters)
Protestos, Canadá, F1 (Foto: Agência Reuters)Diversos manifestantes foram detidos pela polícia de choque durante o protesto (Foto: Agência Reuters)
Protestos, Canadá, F1 (Foto: Agência AP)Polícia de Montreal prendeu manifestantes durante protesto contra o GP do Canadá (Foto: Agência AP)
De acordo com o site canadense CBCnews, a polícia declarou que identificou potencial de perigo entre os manifestantes, por isso, decidiu intervir. Os policiais também teriam dito aos repórteres que eles poderiam ser presos se ficassem entre os manifestantes.
Por causa da ameaça de protestos, a organização do GP do Canadá decidiu não abrir o pitlane do Circuito Gilles Villeneuve para a visitação do público nesta quinta-feira. Estudantes canadenses têm realizado diversas manifestações contra o aumento do custo do ensino no país.

Diretor de provas da F-1 levará o dono de seu perfil falso a Montreal


Sucesso entre pilotos e jornalistas, com mais de 16 mil seguidores no Twitter, 'Fake Charlie Whiting' se encontrará com o original no GP do Canadá


Mark McArdle, dono do twitter fake de Charlie Whiting, diretor de provas da Fórmula 1 (Foto: Reprodução)Mark McArdle, dono do twitter fake de Charlie Whiting,
diretor de provas da Fórmula 1 (Foto: Reprodução)
Não é todo dia que a sorte sorri a um fã de Fórmula 1 que deseja acompanhar bem de perto o ronco dos motores da principal categoria do automobilismo mundial. Para Mark McArdle, a oportunidade de circular no paddock de um Grande Prêmio veio através de uma brincadeira no Twitter. Empresário do ramo de tecnologia, ele criou no ano passado um perfil falso de Charlie Whiting, diretor de provas da F-1. O "Fake Charlie Whiting" rapidamente ganhou popularidade entre jornalistas e até pilotos, alcançando mais de 16 mil seguidores. Há algumas semanas, Mark foi surpreendido por um convite do Charlie "original" para que eles se encontrassem no GP do Canadá, que será disputado no dia 10 de junho.
- Ainda estou me beliscando. Estou chocado porque isso está realmente acontecendo. Acho que é um clichê dizer que é um sonho, mas sempre foi um objetivo meu ter uma conversa com Charlie, porque a perspectiva que ele tem sobre o esporte é única. Ele não está ligado a qualquer equipe ou piloto, e os conhecimentos que ele tem são muito importantes – disse Mark ao jornal canadense "The Globe and Mail".
Conhecido por ser avesso aos holofotes, o britânico Charlie Whiting foi nomeado diretor de provas da FIA e delegado de segurança em 1997, após uma vitoriosa carreira como engenheiro-chefe da extinta equipe Brabham, onde teve papel fundamental nos dois primeiros títulos mundiais do brasileiro Nelson Piquet, em 1981 e 1983. O time era de propriedade de Bernie Ecclestone, o grande chefão da categoria, que ao longo dos anos tratou de colocar seus homens de confiança em cargos de importância na Federação Mundial de Automobilismo e na FOM, empresa que cuida dos direitos comerciais da F-1.
O inglês Charlie Whiting é o diretor de provas da Fórmula 1 (Foto: Agência Getty Images)Sério e discreto, o inglês Charlie Whiting é o diretor de provas da Fórmula 1 (Foto: Agência Getty Images)
Justamente por isso, a forma sarcástica, irreverente e carregada de humor que marca as postagens do perfil falso criado por McArdle fez tanto sucesso. O "Fake Charlie" interage com pilotos na rede social, aplicando punições e dando recomendações sobre procedimentos técnicos, algo que causa boas risadas entre os envolvidos com o esporte a motor. Afinal, é de responsabilidade do diretor de provas – o original, claro – supervisionar todas as inspeções técnicas, acionar as luzes de largada, investigar incidentes na pista e emitir as punições em caráter oficial.
Twitter falso de Charlie Whiting faz sucesso entre pilotos e jornalistas (Foto: Reprodução Twitter)Twitter falso de Charlie Whiting zomba do fato do pole
ter vencido nas ruas estreitas de Mônaco, onde
ultrapassar é quase impossível (Foto: Reprodução Twitter)
Com o bilhete de primeira classe em mãos, este canadense de 43 anos que mora na Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que uma das principais razões para o seu amor pela Fórmula 1 é o fato de que o esporte valoriza não apenas as habilidades do atleta, mas também o talento dos engenheiros.
- Eu não consigo citar outro esporte onde os engenheiros que projetam suas máquinas incríveis como Adrian Newey, Rory Byrne, Ross Brawn e Mike Gascoyne são reconhecidos por seu brilhantismo técnico. Como pai, eu também acho que isso ajuda as crianças a perceberem a importância da educação e, o que você pode alcançar com ela – avalia o fã, lembrando de alguns dos principais projetistas das duas últimas décadas.
Apesar da conta falsa ser bastante popular entre algumas das principais figuras do paddock, o convite de Whiting a McArdle foi praticamente obra do acaso. O primo de sua esposa, Carlton Jefferis, leu as postagens no Twitter e se divertiu com humor inteligente do canadense. Jefferis mostrou então o perfil a Whiting, e foi aí que o diretor de provas da FIA decidiu entrar em contato com o autor da brincadeira.
- Vamos nos encontrar em Montreal para um bate-papo. Imaginei que seria muito divertido fazer isso – disse Whiting.
largada gp da Espanha (Foto: Agência Reuters)O diretor de provas é o responsável por autorizar as largadas dos GPs de F-1

Mudança de governo põe em risco realização de GP da França em 2013


Nova ministra dos esportes diz que não há acordo formal para a realização da prova em Paul Ricard. Delegação do circuito mostra pessimismo


Valerie Fourneyron, ministra dos esportes da França (Foto: AFP)Valerie Fourneyron, ministra dos esportes e da
juventude da França 
O retorno da França ao calendário da Fórmula 1 através do Circuito de Paul Ricard, em Le Castellet, confirmado recentemente por Bernie Ecclesonte, dono dos direitos comerciais da F-1 e da empresa que administra o autódromo, corre o risco de não acontecer.  A nova ministra dos esportes e da juventude, Valerie Fourneyron, declarou que não há nenhum acordo formal para receber a corrida no próximo ano.
Durante o mandato do ex-presidente Nicolas Sarcozy, Ecclestone havia confirmado que o circuito de Paul Ricard alternaria anualmente com a pista de Spa-Francorchamps, na Bélgica a partir de 2013. No entanto, com a eleição do novo presidente François Hollande e a nomeação de Fourneyron, o acordo será revisto. A ministra acredita que as decisões foram tomadas apressadamente devido ao período eleitoral e quer analisar o assunto com mais calma.
- Ainda há muito o que fazer sobre a viabilidade de um GP na França. Sei que a questão foi um pouco apressada no período eleitoral. Então eu quero me reunir com todos os envolvidos – disse Fourneyron ao tradicional jornal francês “L’Equipe”.
Na última terça-feira, Fourneyron se reuniu com a delegação de Paul Ricard, e na sexta-feira encontrará representantes do circuito de Magny Cours, local da última prova da F-1 no país. Um porta-voz da delegação de Paul Ricard mostrou preocupação após a reunião com a ministra.
- A delegação não está convencida da vontade do novo governo de manter os compromissos do Estado em organizar um GP da França em Paul Ricard. A nova ministra dos esportes disse que não acredita no orçamento e que as comunidades não estão bem informadas da situação real das negociações com Bernie Ecclestone – afirmou.
Maria de Villota testa Renault-Lotus no circuito de Paul Ricard (Foto: Divulgação)Maria de Villota testa Renault-Lotus no circuito de Paul Ricard (Foto: Divulgação)









A última vez que a França recebeu um GP foi em 2008, na pista de Magny-Cours. Naquela ocasião, a vitória de Felipe Massa recolocou o Brasil na liderança do Mundial de Pilotos após 15 anos. Ao todo, já foram realizados 58 GPs no país, sendo 18 em Magny-Cours e 14 em Paul Ricard. Michael Schumacher, hoje na Mercedes, é o maior vencedor da história do GP da França, com oito primeiros lugares.A última corrida em Paul Ricard foi disputada em 1990 e contou com a vitória do piloto local, o tetracampeão Alain Prost. Atualmente, a F-1 conta com três pilotos franceses no grid: Romain Grosjean (Lotus), Jean-Éric Vergne (STR) e Charles Pic (Marussia).

Hamilton mostra força da McLaren e comanda primeiro treino livre em Montreal. Massa é 12º


Lewis Hamilton fechou a primeira sessão de treinos livres do GP do Canadá com o melhor tempo. Na manhã desta sexta-feira (8), o britânico da McLaren cravou 1min15s564. Felipe Massa foi o 12º, enquanto Bruno Senna foi mal e ficou só com a 21ª marca, atrás da HRT de Pedro de la Rosa


Disposto a ser o sétimo vencedor diferente na temporada, Lewis Hamilton começou com tudo o primeiro dia de atividades do GP do Canadá de F1. Na primeira sessão de treinos desta sexta-feira (8) bastante nublada em Montreal, o britânico da McLaren se mostrou superior aos adversários durante praticamente todo a tomada de tempos. Com o tempo de 1min15s564, Lewis superou Sebastian, o segundo colocado, em 0s118, usando pneus macios, os mais duros disponibilizados pela Pirelli para o fim de semana, ao contrário do alemão da Red Bull.
Nico Rosberg foi superado por Vettel já com o cronômetro zerado e teve de se contentar com o terceiro melhor tempo, andando 0s1 mais lento que o compatriota. Fernando Alonso comprovou a boa forma da Ferrari F2012 e fechou em quarto lugar, seguido por Mark Webber, o vencedor do GP de Mônaco, e pelo bom Nico Hülkenberg, da Force India. Na sequência vieram os carros da Sauber, como Kamui Kobayashi em sétimo e Sergio Pérez em oitavo. Dois campeões mundiais, em baixa no campeonato, fecharam o top-10: Michael Schumacher e Jenson Button.
Felipe Massa foi o melhor brasileiro da manhã desta sexta-feira em Montreal. O piloto da Ferrari marcou o 12º tempo do primeiro treino livre e ficou a 1s055 de Hamilton. Bruno Senna, por sua vez, foi muito mal neste começo de atividades no Canadá e conseguiu andar atrás até da HRT de Pedro de la Rosa. O representante da Williams ficou só em 21º, enquanto seu companheiro de equipe, Pastor Maldonado, foi o 13º, imediatamente atrás de Massa.
Saiba como foi o primeiro treino livre do GP do Canadá, em Montreal
Na nublada Montreal, todos os pilotos deixaram os boxes tão logo a direção de prova autorizou o início do treino. No entanto, os primeiros minutos foram destinados apenas às voltas de instalação e reconhecimento do traçado canadense. Algumas equipes usaram o começo da sessão para testar novos pacotes aerodinâmicos, como Ferrari, Red Bull — que exibiu um sensor no formato de grelha — e Williams, com uma asa traseira mais curvilínea.
Uma das preocupações dos pilotos era realizar esses testes aerodinâmicos o quanto antes, já que, com a previsão meteorológica que aponta chuva para o período da tarde, haverá menos tempo para correr em condições normais no circuito Gilles Villeneuve. Lembrando que os pilotos terão à disposição os compostos macios e supermacios, além dos pneus intermediários e de chuva extrema, em caso de pista molhada.
Räikkönen foi o primeiro a anotar volta rápida em Montreal. O piloto da Lotus, que volta a guiar no Canadá depois de três anos longe da F1, cravou 1min20s347, mas logo foi superado pelo seu companheiro de equipe, Romain Grosjean, que anotou 1min20s295. Pérez também registrou sua primeira volta rápida nos 15 minutos iniciais de sessão no circuito canadense. A escuderia de Enstone seguiu comandando as atividades com Grosjean, que evoluiu bem a sua marca para 1min17s386.
A sessão começou bem mais agitada do que de costume, em comparação com os outros primeiros treinos livres das seis etapas anteriores deste ano. Antes da primeira meia hora de sessão, 16 pilotos fizeram voltas rápidas, com destaque para Rosberg, que comprovou o bom rendimento da Mercedes neste princípio de temporada ao marcar 1min16s837, batendo em 0s339 o tempo de Räikkönen, que subiu para segundo.
Em sequência de voltas rápidas, Hamilton destruiu a marca de Rosberg ao cravar 1min16s080, 0s757 mais rápido que o alemão da Mercedes. Depois de quase bater no Muro dos Campeões, Lewis completou a primeira meia hora de sessão na frente no Canadá. Massa era o décimo colocado com 1min18s184, enquanto Bruno Senna ocupava a 14ª colocação. Vettel, por sua vez, ainda não tinha registrado sua volta rápida. Destaque era Kobayashi, que também superou Nico e subiu para um bom segundo lugar. Pouco depois, Massa também fez boa marca, registrou 1min16s619 e avançou para terceiro lugar, enquanto seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, era o sétimo com exatos 1min17s000.

Com o desenrolar do treino, a pista começou a melhorar, e, consequentemente, as marcas foram despencando em Montreal, que teve a ilustre presença de uma raposa na pista. Hamilton ainda resistia na liderança, mas Rosberg melhorou bem seu tempo e voltou à segunda colocação, andando a apenas 0s073 do britânico. A Red Bull, até então discreta, começou a dar as caras no Canadá com Webber em terceiro e Vettel em quinto. Entre o duo taurino estava Kobayashi. Massa caiu para sétimo, enquanto Senna escapou na curva 3 quando tentava melhorar sua marca, então apenas a 20ª do treino quando faltavam 46 minutos para a bandeira quadriculada.
A chuva ameaçava pintar em Québec, mas os pilotos não se intimidavam. Nos milésimos, Vettel cravou sua melhor volta e subiu para segundo ao estabelecer 1min16s143, apenas 0s063 atrás de Hamilton. Rosberg era o terceiro, seguido por Schumacher e Webber. Entre o líder Lewis e Räikkönen, o 12º, apenas 0s934 de diferença entre eles.
Kovalainen foi o primeiro piloto a bater forte em Montreal. O finlandês perdeu o controle do seu carro na saída da curva 9 e destruiu a parte direita do carro da Caterham, espalhando destroços do bólido verde e amarelo na pista. A direção de prova adotou a bandeira vermelha para interromper a sessão e deixar a pista pronta para a sequência das atividades.
Pouco mais de 12 minutos depois, o treino foi retomado, quando faltavam 26 minutos para o encerramento da sessão. Nessa última parte da tomada de tempos, alguns pilotos optaram pelo uso dos compostos supermacios, já que há uma grande possibilidade de chuva no período da tarde, o que, se acontecer, vai mudar todo o cronograma das equipes no restante desta sexta.
Mesmo usando pneus macios, os mais duros do fim de semana, Rosberg foi o primeiro a andar abaixo de 1min16s em Montreal. O alemão anotou 1min15s782 e subiu, momentaneamente, para a ponta. Mas Hamilton respondeu quase de imediato e cravou volta 0s218 mais rápida que a de Nico e, com o tempo de 1min15s564, voltou para a primeira posição do treino. Grosjean, com supermacios, não conseguiu sair da décima colocação, já que preferiu usar os minutos finais para testar seu Lotus E20 em ritmo de corrida.
No fim da sessão, Alonso e Vettel tentaram se aproximar do tempo de Hamilton. Mostrando que a F2012 é definitivamente um carro melhor, o espanhol registrou 1min15s842, apenas 0s278 mais lento que Lewis, subindo para terceiro, superando Vettel, que caiu para quarto. Pouco depois, o mais jovem bicampeão do mundo foi batido também por Kobayashi, que teve desempenho bem melhor que o de Pérez e subiu para quarto ao marcar 1min16s000. Antes, Kamui teve de desviar de um astuto esquilo que também apareceu na pista em Montreal.
No fim, Rosberg também deixou os boxes com pneus supermacios, mas, assim como Grosjean, testou seu carro em configuração de corrida e, dessa forma, ficou bem longe de superar o tempo de Hamilton, que garantiu a ponta do primeiro treino no Canadá. Apenas Vettel chegou a ameaçar a soberania britânica do piloto da McLaren, mas não foi páreo para o melhor tempo de Lewis.
F1, GP do Canadá, circuito Gilles Villeneuve, treino livre 1:
 
 
 
 
 
 
 
Voltas
 
 
1
Lewis HAMILTON
ING
McLaren Mercedes
 
1:15.564
 
30
 
 
2
Sebastian VETTEL
ALE
Red Bull Renault
 
1:15.682
+0.118
29
 
 
3
Nico ROSBERG
ALE
Mercedes
 
1:15.782
+0.218
30
 
 
4
Fernando ALONSO
ESP
Ferrari
 
1:15.842
+0.278
34
 
 
5
Mark WEBBER
AUS
Red Bull Renault
 
1:15.897
+0.333
28
 
 
6
Nico HÜLKENBERG
ALE
Force India Mercedes
 
1:15.986
+0.422
29
 
 
7
Kamui KOBAYASHI
JAP
Sauber Ferrari
 
1:16.000
+0.436
31
 
 
8
Sergio PÉREZ
MEX
Sauber Ferrari
 
1:16.249
+0.685
32
 
 
9
Michael SCHUMACHER
ALE
Mercedes
 
1:16.264
+0.700
28
 
 
10
Jenson BUTTON
ING
McLaren Mercedes
 
1:16.347
+0.783
12
 
 
11
Paul DI RESTA
ESC
Force India Mercedes
 
1:16.460
+0.896
32
 
 
12
Felipe MASSA
BRA
Ferrari
 
1:16.619
+1.055
17
 
 
13
Pastor MALDONADO
VEN
Williams Renault
 
1:16.859
+1.295
26
 
 
14
Romain GROSJEAN
FRA
Lotus Renault
 
1:16.890
+1.326
36
 
 
15
Kimi RÄIKKÖNEN
BEL
Lotus Renault
 
1:17.017
+1.453
42
 
 
16
Jean-Éric VERGNE
FRA
Toro Rosso Ferrari
 
1:17.352
+1.788
28
 
 
17
Daniel RICCIARDO
AUS
Toro Rosso Ferrari
 
1:17.580
+2.016
31
 
 
18
Vitaly PETROV
RUS
Caterham Renault
 
1:17.935
+2.371
23
 
 
19
Heikki KOVALAINEN
FIN
Caterham Renault
 
1:18.177
+2.613
16
 
 
20
Pedro DE LA ROSA
ESP
HRT Cosworth
 
1:18.182
+2.618
26
 
 
21
Bruno SENNA
BRA
Williams Renault
 
1:18.762
+3.198
36
 
 
22
Narain KARTHIKEYAN
IND
HRT Cosworth
 
1:19.354
+3.790
23
 
 
23
Timo GLOCK
ALE
Marussia Cosworth
 
1:20.004
+4.440
21
 
 
24
Charles PIC
FRA
Marussia Cosworth
 
1:20.067
+4.503
23
 
 
 
TEMPO 107%
TL1
 
 
1:20.853
+5.289