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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Bolsonaro sobe de 26% para 30% dos votos e lidera isolado; Ciro desponta no 2º lugar, diz pesquisa

Enquanto isso, Marina Silva aparece com forte tendência de queda e vai para 8% dos votos, empatada com Geraldo Alckmin e Fernando Haddad 

SÃO PAULO - A primeira pesquisa realizada após o atentado sofrido por Jair Bolsonaro (PSL) e com mais de uma semana após o início do horário eleitoral mostrou que o candidato do PSL teve um forte aumento nas intenções de voto, tanto no cenário espontâneo quanto estimulado. Enquanto isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve a sua candidatura barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na madrugada do último dia 1, despencou nas intenções de voto no cenário espontâneo.
É o que mostra a mais recente pesquisa FSB/BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (10) e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-01522/2018. O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 9 de setembro com 2000 eleitores e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. 
No cenário espontâneo, a intenção de voto de Bolsonaro passou de 21% para 26%, de uma semana para outra, enquanto neste último levantamento apenas 12% votariam em Lula, ante 21% da pesquisa anterior. Ciro Gomes (PDT) foi de 4% para 7%, alta acima da margem de erro, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) se mantiveram em 3%, mesmo percentual de João Amoêdo (Novo) e de Fernando Haddad (PT).  Álvaro Dias (PODE) oscilou positivamente de 1% para 2%, enquanto os demais não pontuaram. Não sabem ou não responderam passaram de 24% para 22%, não votariam em ninguém foram de 14% para 13%, enquanto brancos e nulos oscilaram de 5% para 4% em uma semana.
Já na intenção de votos estimulada - desta vez há o cenário apenas com Fernando Haddad como substituto de Lula, uma vez que o ex-presidente petista teve a sua candidatura barrada -, Jair Bolsonaro passou de 26% de intenção de voto no levantamento anterior para 30%. Enquanto isso, Ciro Gomes ganhou ainda mais força para disputar o segundo turno ao ultrapassar Marina Silva, apesar de manter os 12% das intenções de voto do levantamento anterior.
Isso porque Marina teve forte queda de 11% para 8% de uma pesquisa para outra sendo que, duas semanas atrás, tinha 15%. Alckmin manteve os 8%, enquanto Haddad oscilou no limite da margem de erro, passando de 6% para também 8%. Ou seja, em terceiro lugar, os candidatos do PSDB, da Rede e do PT aparecem com os mesmos 8%. Amoêdo oscilou para baixo, passando de 4% para 3% dos votos, enquanto Alvaro Dias seguiu com 3%. A porcentagem de quem não votaria em ninguém caiu de 18% para 13%, branco/nulo somam 3%, enquanto não sabe/não responderam foi para 8%. 
Os eleitores de Bolsonaro também são aqueles cuja certeza do voto é maior. Para 78% deles, a decisão de voto é definitiva, sendo seguido pelos de Haddad (68%), Alvaro Dias (62%), Amoêdo (59%), Ciro (58%), Alckmin (49%), Boulos (40%), Marina (37%) e Meirelles (24%). Vale destacar que 55% dos que disseram votar branco/nulo apontaram ter certeza do seu voto. 
O apoio de Lula a Haddad também mostrou uma certa estabilidade em sua importância. O número de pessoas que não votaria de jeito nenhum em Haddad caso Lula apoiasse o ex-prefeito paulistano oscilou dentro da margem de erro, de 61% para 63%, enquanto o número dos que votariam com certeza foi de 19% para 20%. Os que poderiam votar oscilou para baixo, de 14% para 12% de uma semana para outra. 

Potencial de voto X rejeição

Com relação ao potencial de voto (porcentagem dos que poderiam votar em um determinado candidato), Bolsonaro aparece na frente com 40%, ante 35% do levantamento anterior, sendo seguido por Ciro, que oscilou positivamente de 34% para 36%.
Já Alckmin subiu de 27% para 30% de uma semana para outra, sendo seguido por Marina, que caiu de 35% para 29%. Haddad aparece em seguida, subindo de 20% para 24%. Alvaro Dias teve alta de 15% para 19%, mesmo percentual de Meirelles,que subiu ante os 12% de potencial de voto da semana passada, enquanto Amoêdo oscilou para cima, passando de 11% para 12%. Cabo Daciolo (PATRI) tem 7% de potencial de voto, seguido por Guilherme Boulos com 5%, mesmo porcentual de João Goulart Filho (PPL) e Vera Lúcia (PSTU). Já José Maria Eymael (DC) registra 4% de potencial de voto. 
Já Marina Silva ultrapassou Alckmin na lista de maior rejeição -  ou seja, a porcentagem de quem não votaria "de jeito nenhum" no candidato/candidata - passando de 58% para 64%, um forte aumento ainda mais considerando os 54% de rejeição registrados no levantamento de duas semanas atrás. Alckmin oscilou para baixo em termos de rejeição, passando de 63% para 61%. O tucano é seguido por Meirelles, que teve queda de 55% para 52%, mesmo percentual de Haddad. Ciro Gomes e Bolsonaro possuem 51% de rejeição, mesmo patamar do levantamento anterior.  

domingo, 9 de setembro de 2018

Mr. Catra: famosos lamentam a morte do cantor; veja repercussão

Cantor morreu neste domingo (9) em decorrência de um câncer de estômago.

Vários famosos lamentaram a morte do funkeiro Mr. Catra neste domingo (9). Ele estava internado no hospital Hospital do Coração (HCor), na capital paulista.
A assessoria de imprensa do cantor disse que Catra morreu "em decorrência de um câncer gástrico".
No início de 2017, o cantor foi diagnosticado com um câncer no estômago. Na ocasião, ele disse que tinha parado de beber e reduzido o número de cigarros que fumava para realizar as sessões de quimioterapia.
Catra deixou três esposas e 32 filhos.
A funkeira Valesca Popozuda se emocionou com a notícia e chorou ao falar dele no Instagram: "Pensa em um cara incrível".

Campanha de Bolsonaro recria camisa com sangue e deve exibir facada91... -

Em uma camisa amarela igual à que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL)vestia na última quinta-feira (6), o slogan "meu partido é o Brasil" aparece estampado com a cor verde. A parte inferior da roupa tem um rasgão e está manchada de sangue. Parece real, mas é uma montagem produzida para ilustrar o golpe de faca sofrido pelo candidato em Juiz de Fora (MG) na quinta-feira (6).
A imagem começou a ser usada pela campanha de Bolsonaro neste sábado (8). É ela que abre um vídeo divulgado pelo PSL e pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), candidato ao Senado, nas redes sociais, no qual ele convoca apoiadores a participarem de um ato em apoio ao pai na manhã deste domingo (9), na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Depois de visitar o pai no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, Flávio admitiu que se tratava de uma montagem e contou que a camisa verdadeira foi jogada fora no momento que ele chegou na Santa Casa de Juiz de Fora, porque os médicos tiveram que cortá-la para realizar uma cirurgia de emergência. Questionado sobre sua opinião acerca do uso das imagens do ataque na campanha, Flávio se disse favorável.
"Eu sou a favor da verdade. A população tem que entender quem são os intolerantes [...] Não tem problema nenhum. A gente sempre tratou dessa forma. Acho que é isso que o eleitor está buscando: alguém que faça política de uma forma verdadeira", declarou.
Na mensagem postada nas redes sociais, Flávio diz que o presidenciável sofreu um atentado que "mancha de sangue, sim, a história do nosso Brasil". O vídeo é acompanhado da hashtag #estoucombolsonaro.

Bolsonaro apresenta nítida melhora clínica, diz boletim médico

Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, "apresenta nítida melhora clínica e laboratorial", informou boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein na manhã deste domingo (9). De acordo com o comunicado, não há "nenhuma evidência de infecção".
"O quadro abdominal apresentou melhora nas últimas 24 horas e o paciente persiste em cuidados intensivos e com progresso do tempo de permanência fora de leito e caminhada. Mantém jejum oral, recebendo nutrientes por via endovenosa", completa o boletim, assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo, cirurgião; Leandro Echenique, clínico e cardiologista; e Miguel Cendoroglo, Diretor Superintendente do Einstein.
O presidenciável está internado desde sexta-feira (7) no hospital na Zona Sul de São Paulo se recuperando de uma facada levada durante ato de campanha no Centro de Juiz de Fora (MG), na tarde de quinta (6).
O boletim médico anterior, divulgado na noite de sábado, informou que o candidato não apresentava sinais de infecção e que tinha se movimentado. "O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, passou um pequeno período do dia sentado na poltrona (30 minutos), além de caminhar no quarto auxiliado por fisioterapeuta, enfermeira e médico por 5 minutos. O tempo será gradualmente aumentado nos próximos dias conforme a tolerância do paciente às atividades", diz o comunicado.
Foto postada por filho de Jair Bolsonaro mostra candidato sentado em poltrona do Hospital Albert Einstein, em São Paulo (Foto: Reprodução/Twitter/Flavio Bolsonaro)

sábado, 8 de setembro de 2018

O homem que foi preso acusado de esfaquear o candidato à presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, pode pegar até 20 anos de prisão.

O homem que foi preso acusado de esfaquear o candidato à presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, pode pegar até 20 anos de prisão. Adélio Bispo de Oliveira, que segundo a Polícia Federal teria confessado o crime, foi enquadrado no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional.
O artigo  diz que é crime  crime com pena de reclusão de três a 10 anos quem “devastar, saquear, extorquir, roubar, sequestrar, manter em cárcere privado, incendiar, depredar, provocar explosão, praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas”.
O referido artigo ainda que, se enquadrado no crime de lesão corporal grave, o crime pode ter sua pena dobrada. Assim, Adélio pode pegar até 20 anos de prisão.
Adelio Bispo de Oliveira está sendo transferido de Minas Gerais para Mato Grosso do Sul.
De Campo Grande, ele será levado para um presídio federal de segurança máxima, de acordo com a “GloboNews”
Ainda segundo o canal, essa decisão foi tomada durante a audiência de custódia nesta sexta (7) pela juíza federal Patrícia Alencar Teixeira. A audiência foi acompanhada pelo Ministério Público Federal (MPF).
O ataque contra Jair Bolsonaro ocorreu  enquanto ele participava de um ator e campanha nos arredores do Parque Halfeld —um dos locais mais movimentados de Juiz de Fora (MG), na última quinta-feira (6). O político estava sendo carregado nos ombros por apoiadores quando foi atingido por uma facada.
Depois de ser operado em Juiz de Fora, Bolsonaro foi transferido na sexta-feira (7) para o hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele se recupera bem, de acordo com o boletim médico.

Agressor de Bolsonaro é transferido para presídio federal...


Adélio Bispo de Oliveira, preso em flagrante por esfaquear o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), é transferido na manhã deste sábado (8) para um presídio federal de segurança máxima, conforme determinação judicial.
As imagens da transferência foram exibidas pela "Globonews". Ele deve ser transferido para o presídio federal de Campo Grande (MS). Ele embarcou em um avião no Aeroporto da Serrinha em Juiz de Fora (MG) pouco antes das 7h30.
Além da transferência para um presídio federal de segurança máxima, a Justiça Federal em Juiz de Fora determinou na tarde de ontem a prisão preventiva de Oliveira. A juíza Patrícia Alencar entendeu que a permanência de Oliveira no sistema carcerário mineiro poderia oferecer risco à sua integridade física.
Preso em flagrante após o ataque, o agressor, que foi indiciado pela Polícia Federal com base na Lei de Segurança Nacional, confessou o crime.
Oliveira foi indiciado com base no artigo 20 da lei, que prevê o crime de atentado pessoal por inconformismo político. A pena para o artigo específico varia entre três e dez anos de prisão. No entanto, o parágrafo único dentro do artigo aponta que, se a partir da agressão o fato resultar em lesão corporal grave, a pena pode dobrar.
Nesta sexta, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que, a princípio, a PF trabalha com a hipótese de que o ataque foi um ato do tipo "lobo solitário", mas que outras duas pessoas continuam sendo investigadas.
A defesa de Oliveira disse que as declarações de suposto cunho racista de Bolsonaro foram o "combustível" para que ele atacasse o candidato. "Foi um combustível. Esse discurso de ódio é que desencadeou essa atitude extremada do nosso cliente", declarou o advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dos quatro representantes jurídicos do suspeito.
A defesa voltou a destacar que Adélio agiu sozinho. "Ele salienta que agiu de forma solitária. Aquele dolo, aquela intenção, era só dele. Não estava mancomunado, não havia concurso de pessoas", disse o advogado.

sábado, 1 de setembro de 2018

Após dez horas, TSE confirma inelegibilidade de Lula; veja como foi

Único voto divergente foi do ministro Fachin, que defendeu atender a liminar de comitê da ONU; ministros decidiram que ex-presidente não pode fazer campanha


Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 6 votos a 1, rejeitar o pedido de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, que era alvo de dezesseis contestações. Votaram contra o pedido os ministros Luís Roberto Barroso, relator do caso, Jorge Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira de Carvalho e Rosa Weber.
O ministro Edson Fachin foi o único a aceitar a principal argumentação da defesa, a de que o Brasil deveria, atendendo a uma liminar do Comitê de Direitos Humanos da ONU, permitir a candidatura do ex-presidente. Para Barroso, no entanto, essa obrigação não existe. “[O comitê] É órgão administrativo, sem competência jurisdicional, composto por dezoito peritos independentes. Por esse motivo, suas recomendações, mesmo quando definitivas, o que não é o caso, não têm efeito vinculante, como é pacífico na doutrina”, afirmou o relator em seu voto.
A sessão durou quase doze horas, dez delas destinadas exclusivamente ao caso do ex-presidente Lula. Antes, os ministros ainda aprovaram o registro de José Maria Eymael, da Democracia Cristã, e de Geraldo Alckmin, do PSDB. No caso do tucano, recusaram o pedido de Henrique Meirelles (MDB) para que a coligação fosse reduzida por causa de erros na documentação.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Alckmin quer usar campanha na TV para mirar 'inconsistências' de Bolsonaro e 'desidratar' adversário

A campanha presidencial do tucano Geraldo Alckmin quer usar um terço do tempo da campanha na TV para atacar o que chama de "inconsistências" do candidato do PSL, Jair Bolsonaro.


O horário eleitoral na TV começa no dia 31, mas os programas dos presidenciáveis começam a ir ao ar em 1º de setembro, até 4 de outubro. Dos 12 minutos e 30 segundos de cada um dos dois blocos de propaganda dos presidenciáveis que serão exibidos a cada dois dias, Geraldo Alckmin vai aparecer em 5 minutos e 32 segundos, quase metade do tempo total.
O foco do comitê tucano são os comerciais, as inserções na TV. Entre os temas já aprovados, segundo o blog apurou, estão os que reforçam o discurso de Alckmin em eventos de campanha de que os problemas do país – como desemprego – não serão resolvidos "a bala". A peça é um ataque a Bolsonaro, que defende o porte de armas.
A campanha de Alckmin também quer levar à TV o episódio em que Jair Bolsonaro foi assaltado em 1995, no Rio e, no dia seguinte, disse à imprensa ter se sentido indefeso no momento do assalto, segundo relato da revista Época. O PSDB quer explorar o fato de que, mesmo com uma pistola que tinha debaixo da jaqueta – levada pelos assaltantes – ele não reagiu.
Outra peça produzida pelos tucanos mostra que o programa de governo de Bolsonaro apresenta "inconsistências" com o discurso do candidato, por exemplo, na questão dos impostos. A campanha de Alckmin quer explorar uma fala de Bolsonaro quando ele defendeu que se sonegasse impostos.
Uma das principais apostas do QG tucano para desidratar Bolsonaro na TV são temas relacionados à mulher, fe, justamente a fatia do eleitorado que mais rejeita o candidato do PSL, segundo as últimas pesquisas.
Estas peças estão ainda sendo submetidas a grupos de pesquisas contratadas pela equipe de marketing do candidato, para que o comando da campanha decida qual peça irá ou não ao ar.
Alckmin aposta na TV para crescer nas pesquisas. Na avaliação de seus auxiliares, o foco em Bolsonaro deve desidratar o candidato mas, a dúvida dos estrategistas, é quem herdaria os votos que o candidato do PSL perder.

sábado, 25 de agosto de 2018

Lula está inelegível, diz vice-procurador-geral eleitoral ao TSE

Pedido de registro do ex-presidente, preso na Operação Lava Jato, já é alvo de ao menos 10 contestações na Corte Eleitoral


Lula em dezembro de 2017 no Sindicato dos Bancários, em Brasília. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
Em manifestação encaminhada nesta segunda-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, sustentou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato – “está inelegível”. Jacques reiterou ao TSE o pedido para que o registro do petista seja rejeitado pela Corte Eleitoral.
A candidatura de Lula ao Palácio do Planalto já é alvo de dez contestações, entre elas as impugnações apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral, Partido Novo, pelo candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e pelos candidatos a deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP), líder do Movimento Brasil Livre (MBL).
O pedido de registro do petista também foi contestado em quatro petições assinadas por três advogados e um bacharel em direito. Uma resolução do TSE prevê que qualquer cidadão pode, no prazo de 5 dias da publicação do edital ao pedido de registro, “dar notícia de inelegibilidade ao tribunal eleitoral competente”.
Inelegibilidade. No documento enviado ao TSE, Jacques ressaltou que a Lei da Ficha Limpa prevê que estão inelegíveis para qualquer cargo os políticos que forem condenados por órgão colegiado (desde a condenação até o prazo de oito anos após o cumprimento da pena) por crimes contra a administração pública e de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, como é o caso de Lula.
Em janeiro deste ano, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) condenou o ex-presidente a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.
Jacques ressaltou que as petições apresentadas pelos quatro cidadãos noticiam a condenação do petista pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no TRF-4. “Tal circunstância implica na inelegibilidade do candidato”, destacou o vice-procurador-geral eleitoral.
“Com efeito, o candidato está inelegível, e o mesmo fato fundamenta a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral. (…) Diante do exposto, o Ministério Público Eleitoral manifesta-se pelo reconhecimento da causa de inelegibilidade noticiada, com o consequente indeferimento do registro de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, reiterando-se, na oportunidade, todos os termos da impugnação apresentada”, concluiu Jacques.
Tramitação. O relator do pedido de registro de Lula no TSE é o ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente do tribunal.
Conforme informou o Estadão/Broadcast na última quinta-feira (16), Barroso pretende imprimir ao registro de candidatura de Lula o mesmo rito previsto para qualquer outro candidato que dispute o Palácio do Planalto.
Na condição de relator do registro, caberá a Barroso ditar o ritmo do processo. O ministro já indicou que pretende deixar a decisão sobre o caso para o plenário da Corte Eleitoral, por se tratar de um tema institucionalmente relevante.
Dessa forma, integrantes do tribunal acreditam que o plenário vai julgar o registro do ex-presidente apenas no início de setembro, com a propaganda partidária já sendo veiculada no rádio e na televisão. O horário eleitoral gratuito começa no dia 31 de agosto.

Grupos disputam controle da campanha de Bolsonaro

RIO - Uma disputa pelos rumos da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições 2018 provocou divisão no comando da campanha do candidato – líder nas pesquisas de intenção de voto no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos últimos dias, as diferenças ficaram explícitas em temas como o comparecimento do candidato a debates e a escolha do vice da chapa presidencial. 
Jair Bolsonaro
O candidato do PSL ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro  Foto: Dida Sampaio/Estadão
Um dos grupos é formado por antigos seguidores de Bolsonaro e reúne seus filhos e assessores egressos das Forças Armadas. O outro tem políticos do PSL, legenda à qual o parlamentar se filiou em março deste ano.
O grupo formado pelos irmãos Eduardo Bolsonaro (deputado federal por São Paulo), Flávio (estadual no Rio) e Carlos (vereador na capital fluminense) tenta evitar que o presidenciável adote recomendações do presidente do PSL, Gustavo Bebianno, e do vice, Julian Lemos
Em geral, quando os dois tomam alguma decisão, enfrentam oposição e críticas do trio, que tenta influenciar o pai. Frequentemente, Bolsonaro adota posição intermediária ou muda de rumo seguidas vezes, com decisões ou declarações contraditórias.
A divergência mais recente ocorreu nesta quinta-feira, 223, quando Bebianno anunciou que Bolsonaro não participaria mais de debates nos meios de comunicação, durante agenda no interior de São Paulo. Minutos depois, o candidato disse que não faltaria aos confrontos já agendados. Carlos, que não estava na atividade de campanha, postou mensagem numa rede social: “Bolsonaro tem ido a palestras, entrevistas, sabatinas e debates desde o início, e desde o mesmo início de sempre (sic), os mesmos bandidos inventam a narrativa de que ele não iria”.
A divisão já tinha marcado o processo de escolha do candidato a vice-presidente da chapa. Foi a dupla de dirigentes partidários que conduziu as conversas com a professora Janaina Paschoal e com o senador Magno Malta (PR-ES). Após as negativas de ambos, Julian, via Instagram, começou a trabalhar o nome de Luiz Philippe de Orleans e Bragança – da família real brasileira –, apresentando-o como possível vice. A atitude irritou o grupo dos filhos de Bolsonaro. Eles reagiram pelas redes sociais com declarações ásperas.
“Determinados assuntos têm que ser resolvidos internamente e divulgados apenas quando há certeza”, comentou Eduardo no Instagram de Julian no mês passado. “Mas a vontade de aparecer fala mais alto e muitos tentam ser o pai da criança. Conselho: faça as coisas por satisfação própria e será recompensado, buscar holofote só atrapalha.”
Eduardo também publicou na página de Julian: “há um ditado que diz: quem avisa amigo é. Talvez vocês estejam blindados e não esteja chegando a vocês uma reclamação que eu tenho escutado e muito (...) toda vez que um desses possíveis vices não fecha, o Jair Bolsonaro recebe um desgaste. Tenham mais responsabilidades dos cargos (sic) que ocupam, sejam mais profissionais, mais responsáveis e menos preocupados com a autopromoção.”
Já Carlos publicou, em seu perfil no Twitter, uma mensagem que seria direcionada à dupla: “Tem muito vagabundo que chegou ontem e acha que está enganando alguém como guias de Jair Bolsonaro”, provocou. Para ficar mais perto do pai na campanha, o vereador, no dia 14, pediu licença não remunerada de 30 dias na Câmara Municipal do Rio.
O presidenciável teria uma posição apaziguadora em relação a Bebianno porque ele é também seu advogado no processo a que o deputado responde no Supremo Tribunal Federal (STF) por injúria e incitação ao crime. Bolsonaro virou réu após declarar que “não estupraria” a deputada Maria do Rosário (PT-RS) “porque ela não merecia”.
No embate interno da campanha, um dos aliados dos filhos de Bolsonaro é o fundador e presidente de honra do PSL, Luciano Bivar. Segundo fontes ouvidas pelo Estado, ele trabalha para afastar os atuais dirigentes do partido dos postos que ocupam. Integrantes da campanha defendem que a medida só seja tomada após as eleições, para não criar desgaste.
Procurado pela reportagem para comentar as divergências, Bebianno disse que há “atrito zero” na campanha e classificou a notícia de “fake news”. Segundo ele, “toda a família de quatro ou cinco pessoas, de vez em quando, tem um desentendimento aqui, outro ali”. “Às vezes, um quer feijão preto, outro, marrom. É besteira, isso faz parte da convivência.”

Um assessor de Flávio Bolsonaro afirmou que o parlamentar não comentaria o caso. Carlos e Eduardo Bolsonaro não responderam. Julian Lemos disse que não daria entrevista. Luciano Bivar foi procurado por telefone e por meio da assessoria de imprensa do partido, mas não houve resposta.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Bolsonaro critica inclusão de Lula em pesquisas eleitorais e chama ex-presidente de 'vagabundo', 'malandro' e 'bandido'

candidato do PSL ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, fez na manhã desta sexta-feira (24) uma carreata e uma caminhada pelas ruas de São José do Rio Preto em seu terceiro dia de campanha pelo interior de São Paulo. Ao chegar à cidade, ele fez um discurso em carro de som, no qual chamou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – candidato do PT à Presidência – de "vagabundo", "malandro" e "bandido".


Na fala aos apoiadores de sua campanha, Bolsonaro criticou institutos de pesquisa e veículos de imprensa pelo fato de Lula, que está preso em Curitiba desde abril, estar sendo incluído nos levantamentos de intenção de voto como postulante à Presidência. Na avaliação do candidato do PSL, a inclusão de Lula nas pesquisas é uma "vergonha".


"Um presidiário ocupando espaço em rádios, jornais e televisões como possível candidato. Vagabundo tem que estar preso e não concorrendo à eleição presidencial. Isso é uma vergonha. Instituto de pesquisa botando nome desse malandro, desse bandido, desse presidiário e mentindo no tocante às urnas", declarou Bolsonaro em São José do Rio Preto.


"Eu não acredito em pesquisa de institutos. A nossa pesquisa está aqui no meio de vocês, é essa forma como vocês nos tratam é que realmente sinaliza quem deverá estar na frente das eleições que se aproxima agora no dia 7 de outubro", complementou.


A candidatura de Lula foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e é alvo de 16 contestações. Até o julgamento delas, a candidatura continua válida. Segundo resolução do TSE, publicada em dezembro de 2017, as pesquisas devem apresentar aos entrevistados os nomes de todos os candidatos registrados.


Nas últimas pesquisas do Ibope e do Datafolha, Bolsonaro aparece, nos cenários com Lula, na segunda posição. O ex-presidente lidera a corrida presidencial, segundo os dois institutos de pesquisa. Já nos cenários em que Lula não é incluído como candidato a presidente, Bolsonaro aparece na liderança.


Em outro trecho do discurso no município do interior de São Paulo, Jair Bolsonaro voltou a criticar a ideologia de gênero e afirmou, mais uma vez, que, se eleito, vai usar a força para repelir invasões de propriedades privadas por movimentos sociais.



Jair Bolsonaro é recepcionado por apoiadores ao chegar a São José do Rio Preto para cumprir agenda eleitoral. Jair Bolsonaro é recepcionado por apoiadores ao chegar a São José do Rio Preto para cumprir agenda eleitoral 


Bolsonaro chegou a São José do Rio Preto de carro, vindo de Araçatuba, onde cumpriu agenda eleitoral nesta quinta (23). Ao ingressar no município, na Avenida Juscelino Kubitchek, o presidenciável do PSL subiu em um trio elétrico para discursar aos eleitores que apoiam sua candidatura.


"Nós vamos acabar com essa palhaçada de ideologia de gênero. Os nossos filhos são homens ou são mulheres. O sexo não é uma condição social, é uma obra de Deus, para sua procriação", voltou a declarar Bolsonaro, repetindo o discurso que vem fazendo em 

praticamente todas suas manifestações públicas no período da campanha.


"Juntos vamos mudar isso daí, vamos ensinar nas universidades pra essa garotada aprenda o que interessa para o futuro, pra ser lá na frente um bom empregado um bom patrão Não podemos permitir que as universidades façam apenas militantes nosso Brasil", acrescentou.


Bolsonaro discursou em um carro de som ao chegar a São José do Rio Preto  Bolsonaro discursou em um carro de som ao chegar a São José do Rio Preto Bolsonaro discursou em um carro de som ao chegar a São José do Rio Preto


Em outro trecho do discurso em São José do Rio Preto, ele destacou, mais uma vez, que vai aumentar o rigor contra invasões de integrantes de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Nos compromissos de campanha que cumpriu nos últimos dias no interior paulista, ele defendeu diariamente a tipificação das invasões de propriedade privadas como crime de "terrorismo".


"Podemos proteger o trabalhador rural das invasões do MST. A invasão de propriedade, quer seja rural quer ser urbana, tem que ser repelida com uso da força", enfatizou.


A agenda em São José do Rio Preto faz parte do giro de Jair Bolsonaro pelo interior de São Paulo. Ele começou o périplo pelo estado na quarta-feira (22), quando visitou Presidente Prudente.


Nesta quinta, ele foi a Araçatuba e finalizou o dia com ato de campanha no município de Glicério, sua cidade natal.


Após a carreata e a caminhada pelas ruas de São José do Rio Preto, Bolsonaro fará, à tarde, uma rápida visita ao município de Jaci para visitar o Lar das Crianças São Francisco de Assis. Ele retornará para São Jose do Rio Preto ao final do compromisso na instituição administrada pelos freis franciscanos.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

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Conteúdo do Curso


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  • 3
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  • 4
  • Bases
  • 5
  • Corretivo
  • 6
  • Contorno, iluminação e blush
  • 7
  • 8
  • Sobrancelha e primer
  • 9
  • Sombras
  • 10
  • Lápis e delineador
  • 11
  • Máscara
  • 12
  • Lábios
  • 13
  • Necessaire básica
  • 14
  • Produtos multi-uso
  • 15
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  • 16
  • Necessaire para o trabalho
  • 17
  • Cuidado com a pele em ambientes secos
  • 18
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